Emoção ou Sentimento? Qual a diferença?

29 de Junho, 2017

Emoção ou Sentimento? Qual a diferença?


Muitas vezes conhecidas como sinônimos, mas com significados diferentes. A palavra emoção deriva do latim emovere, onde o e significa “fora” e movere significa “movimento”... Portanto podemos entender que a emoção é uma reação a um estímulo que vem do ambiente. Podemos “assistir” uma pessoa tendo uma emoção. É o rubor da pele, o suor, o tremor, as lágrimas, o movimento do corpo, entre outras manifestações emocionais. Podemos não ver tudo, mas uma grande parte conseguimos perceber.

Pensando na neurociência, a emoção é um conjunto de respostas químicas e neurais, com base nas memórias emocionais, que podem ser desencadeadas quando nosso cérebro recebe um estímulo externo.

Quando falamos em sentimento, pensamos de maneira mais interna, subjetiva. Sentimentos nos remetem ao conjunto de sensações, crenças, percepções e cognições mais profundas, pois são respostas à própria emoção desencadeada.

Mas diferente das emoções, podemos esconder os nossos sentimentos. Por exemplo, se não quero mostrar que estou triste, posso perfeitamente não demonstrar tristeza. Estar com sentimento de tristeza não impedem as pessoas de apresentar comportamentos e atitudes como se estivessem alegres. Podemos mascarar nossos sentimentos como mágoa, rancor, inveja, desvalor, baixa autoestima... Tanto que as estatísticas mostram que pessoas convivem com pessoas depressivas na própria família e podem não perceber.

Segundo a neurocientista Dra. Sarah Mckay, as “emoções ocorrem no palco teatral do corpo. Sentimentos ocorrem no palco teatral da mente”. Através do entendimento dos sentimentos desencadeados pelas emoções podemos tratar os vários transtornos de ansiedade, fobias específicas, crises de pânico, entre outras doenças psíquicas. Como afirma Antonio Damásio, professor de neurociências na Universidade da Califórnia: “sentimentos são experiências mentais de estados corporais, que surgem a partir de como o cérebro interpreta as emoções.”

Portanto, o processo de distinguir conscientemente essas duas formas de manifestação, tanto das emoções como dos sentimentos, favorece de forma significativa uma vida mais saudável e mais equilibrada.


Rogéria Leal Renz Psicóloga do NAP