​Quem cuida de quem cuida?

27 de Outubro, 2016

Outubro é rosa! Novembro azul... Esses meses intensificam as campanhas de prevenção e tratamento ao câncer de mama e próstata. Conhecemos pessoas e histórias de luta e superação, e podemos compartilhar um pouco do momento de felicidade na caminhada das vitoriosas. Contudo também nos mobilizamos a respeito da doença de maneira mais geral, e no momento onde o câncer acaba tendo números alarmantes em nosso estado nos deparamos com o temor do diagnóstico.


O acompanhamento emocional dos pacientes com câncer tem trazidos grandes benefícios ao longo do tratamento. Existe um aparato de possibilidades para o apoio ao paciente oncológico. Contudo, esse texto trata do cuidado ao cuidador. Desde o diagnóstico a prática clínica mostra que, na maioria das vezes, alguém é eleito ao papel de cuidador principal. Fica a encargo dessa pessoa acompanhar, dar suporte e atender as necessidades do paciente foco. Essa tarefa é de enorme exigência emocional, pois, é preciso lidar com nossos temores e sentimento de culpa e o assunto da morte, além de amparar (muitas vezes sem compreender) a intensidade de emoções do próprio paciente.


Tão importante quanto o atendimento emocional ao paciente oncológico, é a intervenção ao cuidador. Esta pode ocorrer de diversas maneiras como: grupos de apoio, terapia individual mais focada no momento, acompanhamento familiar, entre outras. O cuidado é exigente e desgastante, por isso é preciso cada vez mais cuidar de si, e de seu espaço emocional. Procurar ajuda favorece, fortalece e ensina o cuidador a lidar com esse momento tão crítico na vida de cada um.



Sabrina Rafaeli Lopes Menezes
Psicóloga do NAP
CRP 07/11735